Uma obra prima em videoclipe: Review de Unconditionally, clipe novo da Katy Perry

Unconditionally, segundo single do novo álbum da linda da Katy Perry, PRISM, chegou cheio de amor pra dar! Em cada aspecto – lyric, live e videoclipe.

Primeiro, ela lança um Lyric Video lindo, que tem como protagonistas as modelos andrógeno-femininas  Janell Shirtcliff e Erika Linder. O lyric, mostra de forma simplista uma relação onde  somente um dos lados está disposto a expor seus sentimentos. Enquanto uma modelo profere na direção oposta todos os seus sentimentos usando a letra da música (que é LINDA), a outra fica lá, parada ouvindo, e fazendo carão, ouvindo o que a modelo tem a dizer!

Depois, com uma apresentação linda de viver no EMA 2013, a Katy vem cheia de festa junina feelings, no começo da apresentação com bailarinos entrelaçando panos ao seu redor. E (pasmem, ou não) um live perfeito da música! Com toda a potência que ela tem, com toda a simplicidade dela, simplesmente linda. Em seguida, no auge da música, ela sai debaixo daqueles panos todos, e BRILHA, literalmente. Com uma roupa cheia de espelhos os holofotes do palco eram refletidos pra todos os lados, exatamente como um prisma! E no fundo, uma projeção em laser do triângulo símbolo do álbum. Deixou todo mundo sem folêgo!


E como se não bastasse , ontem a linda da Katy lançou no seu canal da Vevo, o clipe da música Unconditionally. E sem exagero nenhum, a música é um HINO AO AMOR e  o clipe deixou isso claro!  Mas como sempre muitas pessoas criticaram o vídeo. Disseram ser um clipe desconexo, sem sentido algum, que não vai de encontro à letra da música. Porém vamos ao que interessa: a review.

A mensagem por trás do clipe está implícita: o amor nu e cru vivenciado de todas as suas formas e em toda sua completude. É preciso estar atento aos detalhes se quiser perceber o que ela quis passar!

Primeiramente, a produção dirigida por Brent Bonacorso e conta com a melhor fotografia EVER. É linda, é simples, e ao mesmo tempo cheia de efeitos especiais. Percebem-se algumas referências do cinema como os filmes Ligações Perigosas (1988),  (já dito por ela) Anna Karenina (2012) e quem sabe um pouco de Entrevista com o vampiro, pelo ar obscuro, e misterioso.  Além de outras, como à Evelyn McHale, uma jovem que pulou do 86º andar do Empire State em 1947, rendendo a icônica fotografia que é capa do single (presente no clipe também)
A neve representa a frieza e solidez que um amor não correspondido pode carregar consigo. Por isso ela está sozinha. A impetuosidade, e a tristeza de amar e não ter isso de volta. Os bailarinos (comentário pessoal – que cena linda essa deles dançando) representam a harmonia, e a sintonia que deve existir em uma relação. Tem que ter harmonia, mas ao mesmo tempo delicadeza.

E a coruja, essa parte está até na letra da música: LET GO AND JUST BE FREE! A liberdade de amar e ser amado. De estar em um relacionamento em que você mesmo junto, está livre, e essa é a magia. Fora a imponência da coruja, onde mesmo que você seja livre, a sua vontade não pode ser deixada de lado. A Katy em chamas, simboliza claramente o momento de se apaixonar, de ser consumido por uma amor ardente, grandioso e intenso. E o grande enigma da cama pegando fogo. O sexo, o amor carnal, quando dois corpos seguem em busca do amor e do prazer. E como o próprio diretor disse, como um inferno, que precisa sair de dentro de você!

Depois disso seguem-se cenas como a mãe com o filho em seu colo, amor incondicional.  O amor entre pessoas de sexos diferentes, o amor entre pessoas do mesmo sexo. Temos que exaltar a beleza que foi essa representação com um casal gay no clipe, e toda a delicadeza em volta deles. E das duas meninas, no canto, sentadas, uma falando alguma coisa no ouvido da outra. Amor entre etnias diferentes. A criança e toda a felicidade dela, quando ela pula do sofá. O amor devoto, nas cenas onde uma pessoa serve à outra. E a briga, que nenhuma relação que se preze, é falha de brigas, e são nessas horas em que o amor se fortalece! O casal na água pode ser interpretado como um ato de purificação, o estado de espirito, mas pode representar o fim, se afogar, em uma relação que não tem futuro, ou em erros cometidos por uma das partes. A velha, bêbada, nos diz sobre os desejos carnais. Mas pode significar também que não há idade pra nada no mundo!

E o ÁPICE na cena do atropelamento. Pode ser interpretado de várias formas, como uma decepção amorosa, que tem um peso de um carro vindo e sua direção, porém somente você é capaz de parar! Mas pode ser também o impacto de se apaixonar, é grandioso, pesado, te tira do eixo, e se você não se segurar, pode te derrubar. Depois, as flores saindo das costas dela, representam o outro lado, pois por mais que se apaixonar seja impactante dessa forma, é lindo, é magico, é delicado, representa a suavidade desse arrebatamento.

E no fim, claro, a cena épica, criadora da capa do single! O clipe pode ser interpretado de várias maneiras, fique livre pra ver o que quiser ver.Mas entenda a mensagem simples: amor!


O vídeo foi dirigido por Brent Bonacorso, gravado em Londres.

O Clipe é lindo, e é com certeza uma das coisas mais lindas lançadas nesse ano! Um figurino maravilhoso com vestidos da Chanel, Dolce & Gabbana e WES GORDON, com um palpite do Johnny Wujek, amigo da Katy, um cenário mágico, místico e lindo.

Merece todos os prêmios possíveis! E a Katy, Linda como SEMPRE!

Beijo da Jessika!

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